A moda é desapegar!!!

 

Amar também é saber desapegar-se.

 

É entender que existe uma hora em que deixar ir é a melhor saída, pois alguém fará melhor uso daquilo que já não faz mais sentido na sua vida. Mas, apesar de parecer, esse texto não é sobre fim de relacionamentos e superação.

 

“O grande problema do Planeta Terra hoje é o sistema capitalista de consumo. Vamos a natureza, retiramos os recursos naturais que estão disponíveis, os transformamos, industrializamos para que as pessoas os consumam  para depois descartá-los.”

 

Para o economista e pesquisador da Fundação de Economia e Estatística,  Túlio Antônio Carvalho, deveríamos seguir a Lei de Lavosier: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. No caso das roupas, por exemplo,  isso se aplica com os brechós e a cultura do upcycling*. Desapegar-se das peças que já não servem ou não combinam mais com seu estilo e ressignificá-las faz parte desta prática mais sustentável de consumo.

 

Normalmente, quando vamos ao shopping comprar uma roupa, não paramos para pensar em tudo que ocorreu antes daquela peça chegar até ali. Do mesmo modo, quando descartamos, ou deixamos ela esquecida em uma gaveta do armário pegando poeira, também não refletimos sobre nada disso. Para Túlio, isso é reflexo da cultura do consumo e descarte. O economista vê a prática como bastante comum em nossa sociedade.

 

 “Quem pratica uma economia compartilhada está aumentando a vida útil de um produto, não incentivando a indústria a consumir energia e bens naturais para produzir um novo. Os pequenos empreendedores sustentam sonhos e famílias com essa renda, o que é bem mais próximo do que aumentarmos as fortunas de grandes empresas ou mesmo comprarmos roupas, das quais nem sabemos a procedência, trabalho escravo ou desabamentos de prédios com confecções pelo mundo”.

 

Assim como Túlio, a pesquisadora de moda Larissa, afirma que a sustentabilidade tem a ver com a mudança no costume de consumo e descarte. “Eu tenho comprado muito menos e utilizado minhas roupas por longos anos, creio que isso já é importante. Aquilo que não usamos mais, podemos customizar ou passar adiante para que seja transformado e reaproveitado”, explica.

 

Peças usadas tem muito menos valor, certo? Errado. “Se forem peças vintage, se valoriza e revive o estilo de décadas passadas, em peças com materiais de mais qualidade do que a maioria atual. Consome-se com um valor agregado que vem sendo chamado de memória afetiva”, declara Nina. No universo do garimpo, o fator raridade conta muito na hora de se estabelecer o preço. Além disso, a empreendedora explica que considera os gastos de transporte, aluguel, luz e água, se a peça precisou ser lavada.

 

 

E o que é aquele tal de “upcycling”?

Nem sempre é possível continuar vestindo as roupas usadas da forma que elas estão. E tem vezes em que até daria para reutilizar, mas não se quer. Mas aí, as peças simplesmente vão virar lixo? Não.

 

Essa é uma justamente a proposta do upcycling. A partir de peças defasadas, que provavelmente já não serão usadas, faz-se algo novo. Um exemplo de muito sucesso é a marca de calçados veganos Insecta Shoes. “Focamos na curadoria de estampas e no tecido adequado pra se transformar em sapato. O processo criativo começa sempre levando em conta o que nós mesmas gostaríamos de vestir, e não segue temporada ou tendência”, descreve o site.

 

Além do tecido reaproveitado, o solado dos sapatos é feito de borracha triturada reciclada e a tintura, à base d’água (para não poluir o meio ambiente). O restante dos materiais utilizados, que não têm uma versão ecológica, são comprados daquilo que sobra no mercado ou que foi descartado.

 

A marca iniciou no final de 2013, em Porto Alegre, por duas amigas. Após um ano, elas conseguiram aproveitar 500 peças de roupa, o equivalente a 150 quilos de tecido. Somando o faturamento da loja física e da virtual, a empresa faturou R$ 1 milhão em 2015. Além disso, é a primeira brasileira a se tornar uma empresa B certificada. Sinal de que, além de bastante importante para o meio ambiente, ser upcycling também é rentável!

 

O que a internet fez pelo desapego? Como muita coisa acaba migrando para o mundo virtual, com o troca-troca de roupas não foi diferente. 

 

Desapegou?

Após ler até aqui, se você passou a ver sua forma de consumo de um jeito diferente e decidiu começar a praticar o desapego, saiba que não faltarão oportunidades e espaços para isso.

Além disso, sempre vale tirar as roupas paradas do armário.

 

O que importa é ressignificar, recriar e desapegar.

 

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