O compartilhamento é o futuro da economia?

 

Economizar e melhorar a eficiência comercial

 

A necessidade de preservação dos recursos naturais em nosso planeta dá força ao modelo de compartilhamento.O aluguel e compartilhamento de bens aumenta o número de beneficiários e a eficiência do uso desses objetos, contribuindo para uma menor produção e maior aproveitamento.Pesquisadores usam como exemplo uma furadeira, ferramenta presente em muitos lares. Segundo apurado, uma pessoa comum utiliza apenas 15 minutos da vida útil total desse bem, que é fabricado para superar centenas de horas de uso.Compartilhar essa capacidade ociosa, seja gratuitamente ou mediante o pagamento de uma pequena contribuição, faz todo o sentido do ponto de vista da economia de recursos naturais.É pensando nisso que Elon Musk visa diminuir drasticamente o preço dos carros movidos a energia solar da Tesla que serão lançados no futuro. Por serem autônomos, poderão “trabalhar” como táxis enquanto seu dono não o utiliza, gerando renda e melhorando o trânsito.A tecnologia evolui a cada segundo e com ela são apresentadas ideias e soluções que estão mudando a vida de praticamente todas as pessoas com quem tem contato com ela, mesmo que indiretamente.

 

E não é diferente com os costumes, serviços e até mesmo com o funcionamento da economia de muitos países.

A ideia de compartilhamento de bens e serviços nunca esteve tão forte quanto na década atual, basta olhar para as propostas de aplicativos como o Uber e Airbnb, por exemplo.

Traremos hoje um pouco sobre cada um desses aplicativos e como o compartilhamento (até mesmo de dinheiro) poderá ser o futuro da economia mundial.

 

Na verdade, esse novo modelo já possui um nome definido, sendo chamado atualmente de economia do compartilhamento, ou sharing economy, em inglês.

A expressão é usada para descrever as atividades humanas voltadas à produção de valores de uso comum e que são baseadas em novas formas de organização do trabalho, no compartilhamento do uso ou posse de bens, espaços ou instrumentos, geralmente organizados via internet.

 

Esse modelo surgiu graças a entusiastas de tecnologia, alimentando em uma geração de pessoas novos hábito e preferências de consumo.

Hoje pessoas que preferem alugar, emprestar ou compartilhar coisas em detrimento da compra e venda tradicional. Ao contrário do senso comum de antigamente, alugar um imóvel pode ser mais vantajoso, mesmo que custe o mesmo que as parcelas de um financiamento, por exemplo.

 

Muitos críticos apontam o novo modelo de comércio colaborativo como herança histórica do escambo, onde o valor dos bens era definido com base na necessidade de cada um e de sua disponibilidade.

O Uber oferece um paralelo muito próximo a isso, com seu preço dinâmico que aumenta o valor das corridas se a demanda na região ultrapassa a quantidade de motoristas, assim os atraindo.

Mesmo ganhando força com o avanço da tecnologia, não é preciso refletir muito para identificar que certos segmentos da economia já utilizavam o conceito há muitos anos. É o caso do ramo de aluguel de trajes finos para festas e do aluguel de veículos.

 

E para quem acha que as novas soluções chegam para eliminar as empresas prestadoras de serviços, tornando a sociedade um ecossistema que funciona com base no compartilhamento de habilidades específicas, alertamos que no mundo dos negócios essa também é uma tendência.

O serviço Spacious, por exemplo, serve basicamente para compartilhar um espaço ocioso dentro de um ambiente de trabalho de uma empresa para outros empreendedores.

Ou seja, uma empresa possui um galpão com espaço em excesso para atividades que está praticando naquele momento. Ao disponibilizar parte de seu espaço para outro empresário mediante pagamento de aluguel, reduz suas despesas e ajuda o outro empreendedor a ter um local de trabalho com custo reduzido.

Outro exemplo que já possui versão no Brasil é o Caronetas. Com ele diferentes empresas podem compartilhar veículos (e seus custos de manutenção) para realizar o transporte de seus funcionários. O serviço cobra até 20 mil reais por um projeto robusto, mas promete retorno graças a economia realizada com os tradicionais ônibus que cumpriam tal papel.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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