Quer que sua empresa deixe uma marca positiva no mundo? Conheça o Marketing Social!

 

Termo cunhado por Philip Kotler, o Marketing Social é uma prática já estabelecida. Como funciona? Quais empresas fazem? Quando surgiu? Descubra AGORA!

De uma forma geral, o Marketing vem sofrendo uma série de mudanças ao longo de sua história.

O que antes era passado de cima para baixo em propagandas que tentavam convencer o público a qualquer custo, acabou aos poucos se transformando em estratégias de marketing de conteúdo, muito mais agradáveis para os consumidores.

Ao invés de convencer, o objetivo passou a ser o de conquistar os clientes, entregando para eles informações úteis, que os acompanham durante toda a sua jornada de consumo.

 

E o Marketing Social tem tudo a ver com essa história.

O que é Marketing Social?

Nascido na década de 70, o Marketing Social surgiu pela primeira vez quando Philip Kotler e Gerald Zaltman perceberam que os princípios do Marketing tradicional, de venda de produtos, poderiam também ser usados para causas sociais, na venda de ideias, atitudes e comportamentos.

O objetivo principal de toda campanha de Marketing Social é o de atenuar ou eliminar problemas sociais, relacionados principalmente às questões de saúde pública, transportes, trabalho, educação, moradia e nutrição.

Assim, o Marketing Social é muito usado por órgãos públicos e empresas do terceiro setor, que trabalham suas campanhas para conscientização, doações e afins.

O intuito é sempre o de envolver a população em uma causa e elas funcionam justamente por não serem motivadas por interesses comerciais, mas sim genuínos, de uma causa social.

O público consegue se identificar com essa causa e é sensibilizada por ela, passando a fazer parte daquilo.

Alguns exemplos de negócios baseados puramente no Marketing Social (com enfoque apenas no bem da sociedade) são:

  • Médicos sem Fronteiras: organização humanitária internacional que fornece cuidados médicos para pessoas envolvidas em graves crises humanitárias, como desastres ambientais, guerras civis e estados de fome e miséria.

  • Doutores da Alegria: organização da sociedade civil sem fins lucrativos brasileira, criada há 25 anos, utiliza a arte do palhaço para ajudar crianças e adolescentes em hospitais públicos.

     

    Fonte: http://bit.ly/2eEFjcJ

  • Instituto Chão: associação sem fins lucrativos baseada na Economia Solidária, articulando e integrando cooperativas de produtores locais com consumidores por meio de uma feira, uma mercearia e um café de produtos orgânicos e artesanais.

     

    Fonte: http://bit.ly/1I8DtYR

A diferença entre marketing social e comercial

À medida que o tempo foi passando, as empresas foram percebendo o interesse das pessoas nesse tipo de ação e investindo em causas sociais como plataforma para promover sua imagem, utilizando-se do famoso branding.

Campanhas milionárias passaram a ser feitas em nome do social.

Nesta evolução, muito bem descrita no livro “Marketing 3.0 – As Forças Que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado No Ser Humano”, de Philip Kotler temos as seguintes etapas do Marketing:

  • Marketing 1.0: Centrado no produto, na venda e no lucro simplesmente.

  • Marketing 2.0: Centrado no consumidor. Ao invés de apenas querer vender, as empresas começam a perceber as necessidades dos clientes, buscando sua satisfação e retenção.

  • Marketing 3.0: Centrado em valores. Além da venda que satisfaça o consumidor, o negócio precisa ter um propósito maior: o de transformar o mundo em um lugar melhor.

Depois de ser focado em produtos, satisfação e retenção de clientes e na gestão de marcas, o marketing chegou então à sua versão 3.0.

O Marketing Social é essa nova versão, cujo objetivo é unir todas estas vertentes, de forma colaborativa, para um mundo melhor, sem perder o foco no cliente e nos negócios.

Mas até que ponto uma campanha de Marketing Social de uma empresa difere-se de uma campanha de Marketing tradicional?

A principal diferença está no intuito da empresa.

Negócios que apenas usam o “rótulo” do desenvolvimento social são facilmente desmascaradas pelos consumidores.

Mais do que passar uma imagem de empresa com engajamento social, as marcas precisam ter enraizadas em sua identidade o DNA social, mostrando integridade e autenticidade em suas ações para conquistar a confiança.

A empresa que consegue isso, gera uma imagem sólida, que agrega valores e emoções a seus clientes.

E isso só é conquistado através de investimentos e esforços contínuos para realmente gerar transformações na sociedade.

Marcas que crescem e se desenvolvem focando esforços em aumentar sua capacidade de gerar impactos positivos na sociedade, transcendem a filantropia e passam a realmente executar o Marketing Social.

A importância do Marketing social

Do ponto de vista mercadológico, a grande vantagem de trabalhar o Marketing Social dentro das empresas é a conquista do cliente.

Na chamada Era da Informação, em que o público já tem na palma da mão (literalmente, com os celulares) informações sobre qualidade do produto, preço, diferenciais competitivos, etc., é necessário encontrar novas formas de diferenciar-se da concorrência.

E o Marketing Social é justamente a chave para esse novo mercado de consumidores.

O Crowdfunding é um exemplo dessa mudança no comportamento dos clientes, que hoje em dia já estão dispostos a gastar dinheiro por uma causa em que eles acreditam.

Segundo a Pesquisa Akatu, intitulada “Rumo à Sociedade do Bem-Estar”, 50% dos brasileiros já valorizam a participação social das empresas na hora de consumir.

Assim, a responsabilidade social vai passando cada vez mais de um diferencial competitivo a uma obrigatoriedade para as empresas que querem manter-se no mercado.

Para compartilhar valores que sejam bem-aceitos pelos clientes é necessário trabalhar, portanto, o Marketing Social em três etapas básicas:

  1. Identificar os valores do consumidor e da própria empresa.

  2. Mapear as causas sociais que permeiam esses valores.

  3. Escolher uma ou mais causas e dedicar-se a ela(s) com objetivos claros de curto, médio e longo prazo.

Seguindo o caminho correto do Marketing Social e realmente defendendo causas importantes para o negócio e seus clientes, as empresas conseguirão criar relacionamentos bem mais significativos e duradouros com os consumidores, que podem inclusive levar ao Marketing de Defensores.

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